Um pouco de Arquitetura 3#

Música desenha luzes que definem arquitetura

Inaugurado em 2003, o clube de música eletrônica D-Edge abriu há poucos meses novos espaços para os frequentadores. A ampliação repetiu o conceito que tornou a casa internacionalmente reconhecida, mas já incorporando os avanços do software que automatiza a luz em função do som. Os interiores do clube, que podem ser definidos como uma caixa preta, ganham formas e cores quando a música começa.
Os adeptos da música eletrônica elegeram o D-Edge como um dos principais clubes da noite paulistana. A casa se diferencia não só pela programação ou pela qualidade do som, mas também pela proposta de interiores que utiliza um software para sincronizar no ritmo da música as luzes e animações projetadas em paredes, pisos e tetos.

“É uma experiência envolvente em que o público vivencia as ondas sonoras. A arquitetura do espaço muda conforme a música”, resume o designer Muti Randolph, autor do projeto e, junto com Dimitre Lima, do programa de computador que automatiza a iluminação.
Com quase dez anos de existência, o clube funciona no bairro da Barra Funda, região central da capital paulista. Originalmente dividido em pista de dança e bar, foi recentemente ampliado e ganhou espaços.
A nova pista de dança e o lounge ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo andares, enquanto a cobertura deu lugar a um terraço aberto que oferece vista para o Memorial da América Latina.
A unificação dos dois volumes da casa é determinada pelo revestimento das fachadas com chapas metálicas onduladas. A face principal é recortada por caixilhos que, mesmo protegidos por persianas automáticas, revelam ao exterior o jogo de luzes interno.
A pista original, uma caixa preta iluminada por néon e leds verdes de comando informatizado, manteve o projeto inicial e seu conceito foi estendido para a nova pista, acrescentando mais tecnologia.
As diferenças entre as duas são atribuídas aos avanços do software nos últimos anos e ao atual sistema de iluminação, que usa exclusivamente leds e oferece a possibilidade de 16 milhões de cores.
“Com o jogo de luzes, esses volumes interferem nos ambientes, há um certo embaralhamento, é como se o local estivesse tremendo”, conta Randolph.





 






 Fonte: http://www.arcoweb.com.br/interiores/muti-randolph-casa-noturna-03-10-2011.html

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